

Maior e mais sofisticada usina de votos do Brasil, o PT foi às urnas neste domingo (6), eleger diretores zonais, municipais, estaduais e nacional – além das comissões de ética, conselhos fiscais e delegados para encontros partidários.
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São quatro candidatos a presidente nacional, mas dois disputam de fato: Edinho Silva, ligado ao presidente Lula, e o ex-dirigente máximo Fui Falcão.
Basicamente, Edinho é conciliador e mais institucional. Falcão defende o retorno às bases partidárias e enfrentamento.
Para além da burocracia partidária, a votação interna já está sendo vista como a mais importante da história do PT. Vejamos.
A próxima direção nacional petista terá pela frente o inescapável debate sobre a era pós-Lula.
Discussão essa que vai se impor, sendo ou não o presidente da República candidato à reeleição em 2026.
Talvez só mude o nível de controle do petista-mor sobre o processo da própria sucessão.
O grupo que estiver à frente do PT, a partir de agora, terá as melhores chances de herdar parte do legado lulista – assim como encarar com responsabilidade a desconfortável situação atual.
A saber: governo fraco, politicamente, com presidente impopular e saúde cada vez mais frágil.
A travessia no PT para a era pós-Lula já começou.
Com general ao Senado, Girão tentará fazer o sucessor

A oposição ao governo do Estado ainda não tem nome para concorrer à sucessão de Elmano de Freitas (PT), mas avança nas opções ao Senado.
Depois de o PL lançar Alcides Fernandes, o Novo apresenta o general Guilherme Theophilo.
São dois bolsonaristas da gema – pré-requisito para receber o apoio do ex-presidente da República.
No caso do general, significa também que o senador Eduardo Girão (Novo) que não disputará a reeleição, vai tentar fazer o sucessor ano que vem.
Por que Ciro deve ser candidato
Admirado pelos aliados e temido pelos adversários, Ciro Gomes é um dos mais preparados homens públicos de sua geração.
É a maior obra política de Tasso Jereissati – lançou-o à Prefeitura de Fortaleza (1988) e ao Governo do Estado (1990).
Ciro foi titular de dois ministérios em governos diferentes. Concorreu quatro vezes ao Planalto.
O último resultado, 3,04% dos votos, é um desconvite a seguir tentando.
Hoje, aos 68 anos de idade, Ciro é induzido a fazer o caminho de volta ao governo estadual.
Se der certo, ganha tudo. Se der errado, não perde nada.
O que une Eunício e Guimarães
Pré-candidatos ao Senado, os deputados federais José Guimarães (PT) e Eunício Oliveira (MDB) têm algo em comum: ambos são lulistas e dizem que os pleitos fazem parte da estratégia eleitoral de suas respectivas siglas.
Experientes, conhecem bem os meandros do Congresso – já presidido por Eunício.
Guimarães é líder do governo Lula na Câmara dos Deputados.
O que os separa
Muito diferentemente do MDB, o PT, por óbvio e definição, é incondicionalmente lulista.
Já o partido de Eunício, historicamente, mantém um pé fora do governo, mesmo sendo governista e ocupando espaços.
Foi assim, por exemplo, no impeachment de Dilma, em 2016.
O PT não esquece o trauma.
Ano que vem, na corrida ao Senado, votação vai fazer dez anos.
IOF: Fazenda tem interesse e pressa

O jogo político em torno do IOF está suspenso. Mas isso não quer dizer que esteja empatado.
A derrubada, pelo Congresso Nacional, do decreto que aumentava o imposto, derrotou o governo.
Aliados recorreram ao STF e o ministro Alexandre de Moraes suspendeu tanto o decreto do Planalto quanto a decisão dos parlamentares.
Significa que o governo está sem arrecadar o aumento, deixando sob ameaça o funcionamento da máquina pública e a saúde fiscal do Executivo.
Por isso o Ministério da Fazenda tem interesse e pressa no acordo que deverá ser construído nas próximas duas semanas.
E o Congresso? Já está no saldo, ao mostrar que pode se impor à força governista.
Isso não é pouca coisa em ano pré-eleitoral.