

Há alguns traços em comum entre as dez cidades mais violentas do Brasil: sofrem com disputas sangrentas entre fações, com integrantes que matam e morrem pelo controle de territórios do narcotráfico.
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Outra característica: todos os municípios mais letais estão no Nordeste, região invadida por grandes corporações nacionais do crime organizado, com origem no Rio de Janeiro, São Paulo e estados do Norte do País.
O Nordeste é a região brasileira mais pobre. É considerada reduto eleitoral do PT.
Aqui estão os quatro estados governados pelo partido: Ceará, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte.
Todos estes pontos têm relação entre si? Pode ser que sim, pode ser que não. Mas não é esse o núcleo do debate.
O relevante, de momento, é considerar que os governadores nordestinos, em regra, nacionalizam o problema.
Corta para o governo federal, que encampa, no Congresso Nacional, a PEC da Segurança Pública.
A polêmica proposta avança a passos de tartaruga. O tema divide opiniões e governadores.
Estados onde há potenciais candidatos a presidente – São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul -, são muito menos violentos.
É para onde o Nordeste deveria olhar.
O tema, certamente, entrará na campanha eleitoral de 2026 em todo o Brasil.
Por aqui já entrou.
Criminalidade espanta investimento econômico

Nossa bucólica Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, puxa o triste ranking nacional de cidades mais violentas.
O Ceará tem mais duas no top 10 – Caucaia (8ª) e Maracanaú (9ª).
Para além do necessário lamento das perdas humanas, a criminalidade nos três municípios cearenses, de forte vocação industrial, é preocupante, do ponto de vista econômico.
Não é segredo para ninguém que empresários levam em conta questões como segurança na hora de decidir investimentos.
Crime provoca prejuízos em áreas públicas estratégicas
Complexa e desafiadora, a área de segurança pública é, também, uma das que mais sugam dinheiro público.
Governo algum pode deixar de investir, sempre mais, em recursos humanos, equipamentos, insumos e tecnologia.
Essa montanha de recursos públicos, porém, não está indo para setores que, efetivamente, desenvolvem estados e países.
Quantos bilhões de reais deixam de financiar, todos os anos, escolas, hospitais, estradas etc etc etc, para garantir policiais nas ruas, manter a justiça penal e sustentar multidões carcerárias?