
Empresários da Confederação Nacional da Indústria (CNI) se reuniram com o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin para apresentar uma lista de oito medidas de socorro que poderiam ajudar a economia a lidar com as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. Entre as propostas, estão a criação de uma linha de financiamento emergencial do BNDES com juros baixos, a prorrogação de prazos para financiamentos do comércio exterior, como o Proex e o BNDES-Exim, e a ampliação dos prazos para Antecipação de Contrato de Câmbio (ACC).
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A lista também inclui um pedido para adiar por 120 dias o pagamento de todos os tributos federais e a possibilidade de parcelar esses valores em, no mínimo, seis vezes sem multas e juros. Para agilizar o fluxo de caixa das empresas, a CNI solicitou o pagamento imediato de ressarcimentos de tributos federais já homologados e a ampliação do programa Reintegra, com a elevação da alíquota para 3%.
Além de medidas econômicas, os empresários pedem a flexibilização de regras trabalhistas, com a reativação e o aperfeiçoamento do Programa Seguro-Emprego, que permite a redução temporária de jornada e salário para preservar postos de trabalho em momentos de crise. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o plano de contingência do governo será publicado nos próximos dias, com ações voltadas para proteger a indústria, o agronegócio e os empregos no Brasil.