
O investidor britânico William Browder, que liderou a campanha para a criação da Lei Magnitsky, criticou a decisão do governo de Donald Trump de aplicá-la contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Em seu perfil na rede social X, Browder afirmou que Moraes não se encaixa nas categorias de “graves violadores de direitos humanos” ou “cleptocratas” que a lei foi criada para punir.
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A Lei Magnitsky foi aprovada em 2012 para sancionar economicamente indivíduos acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção. Entre as sanções, estão o bloqueio de bens e a proibição de entrada nos Estados Unidos. Browder, que se tornou ativista após a prisão e morte de seu advogado, Sergei Magnitsky, na Rússia, luta globalmente para que a lei seja usada contra funcionários corruptos e violadores de direitos humanos.
Moraes foi sancionado pela Lei Magnitsky por sua atuação como relator do processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado no Brasil e por suas ações contra plataformas digitais norte-americanas. A crítica de Browder ressalta que a aplicação da lei contra o ministro brasileiro seria um uso indevido da legislação, que tem um propósito específico de combater a impunidade em casos de violações graves e corrupção.