
Nesta quinta-feira (31), o dólar à vista (USDBRL) fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,6008, acompanhando a tendência de valorização da moeda no exterior. O movimento se deu em meio a um ajuste de posições no mercado após as recentes decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O mercado também repercutiu a flexibilização do “tarifaço” de Donald Trump sobre produtos brasileiros e o otimismo gerado por rumores de avanços nas negociações entre o Palácio do Planalto e a Casa Branca.
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No cenário externo, as negociações tarifárias dos EUA com seus parceiros continuaram em destaque. O governo de Donald Trump firmou um acordo com o México, suspendendo temporariamente tarifas de 30% para que as conversas continuem. Enquanto isso, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que um acordo com a China está “próximo”, apesar das incertezas. No Brasil, investidores repercutiram a notícia da isenção de quase 700 itens da tarifa, incluindo minérios, produtos de energia e alimentos.
Apesar da alta do dólar, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, conforme o esperado pelo mercado. Dados econômicos importantes também foram divulgados, como a queda da taxa de desemprego no Brasil para 5,8% no segundo trimestre de 2025, o menor resultado da série histórica. Nos EUA, o índice de preços (PCE) subiu 0,3% em junho, ficando acima da meta de 2% do Federal Reserve, mas o número de pedidos de auxílio-desemprego ficou abaixo do esperado, indicando um mercado de trabalho ainda sólido.