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  • COLUNA ERIVALDO CARVALHO
  • POLÍTICA

Até aqui, Elmano é favorito nas eleições de 2026

Poder News 29 de agosto de 2025
Governador do Ceará herdou bônus e ônus de Cid e Camilo / Foto: Casa Civil

O consórcio político gigantesco que sustenta o projeto em andamento no Ceará, a partir do Palácio da Abolição, não é uma obra-prima. Mas é o que de melhor as forças do poder estadual conseguiram construir.

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Herdeiro de bônus e ônus dos governos Cid Gomes (PSB) e Camilo Santana (PT), Elmano de Freitas (PT) administra não somente os avanços – educação e cobertura social, por exemplo.

Também foi entregue ao petista o desafio de se equilibrar entre graves gargalos – segurança pública, saúde e dívida pública, entre outros.

Entre palacianos, é clara a percepção de que Elmano deve ser visto na perspectiva das últimas duas décadas de sucessivos governos – corria o ano de 2006 quando Cid foi eleito governador pela primeira vez.

É esse conjunto da obra que irá à campanha eleitoral, no ano que vem. É essa a questão de fundo que atuará como uma das diretrizes eleitorais. É o que está posto.

O dever de casa está sendo feito. Elmano tem em torno de si a quase totalidade dos prefeitos municipais; tem base sólida na Assembleia Legislativa; o governo se comunica bem.

Com a gestão na mão em um estado pobre, de muitas dependências internas, como o Ceará, os governistas não precisam inventar a roda. Basta não errar muito. Mantida a lógica, Elmano, até aqui, é favorito nas eleições do ano que vem.

Oposição ainda não tem nome – muito menos projeto

Ciro Gomes ainda não se definiu / Foto: Nicolás Leiva/Divulgação

O ex-governador Ciro Gomes (ainda no PDT) apresentou-se a membros da oposição como provável candidato ao Abolição.

Mas ainda não tem nada certo. Até porque existe um timing para decisões definitivas. E nem seria a sequência estratégica.

Debater e diagnosticar devem vir primeiro. Em seguida, a apresentação de um projeto alternativo ao que está em curso.

Por fim, a escolha do nome que irá representar a plataforma política.

Esse planejamento não está ocorrendo. A oposição ainda está sem nome e projeto.

Sobre ciclos de poder
Grupo político nenhum quer deixar o poder. Mas os ciclos sempre se fecham.

Cabe aos líderes de momento tentar adiar o declínio, numa incessante luta contra o tempo. Não é fácil.

Às vezes chega a ser inglório buscar força e criatividade para vencer a fadiga.

Em 2026, isso pode entrar em campo.

O resultado nas urnas vai dizer muito da forma como a oposição vai trabalhar isso.

Por falar em tempo, no Ceará há uma tese, segundo a qual ciclos políticos duram, em média, 20 anos.

Vira e mexe, opositores se alimentam dessa ideia.

Somente isso, no entanto, é miseravelmente insuficiente.

Efeito Tarcísio
Os 48,4% de Tarcísio de Freitas (Republicanos) contra 46,6% de Lula, num eventual segundo turno, em 2026 (by Atlas/Intel), acendeu o alerta no Palácio do Planalto.

Os índices foram precificados pelo mercado financeiro. Dólar fechou em forte alta nesta quinta.

O efeito Tarcísio acontece quando Bolsonaro caminha para o matadouro.

Vejam os sinais. Liguem os pontos.

Follow the money
O nível de sofisticação com que o PCC age no mundo dos negócios, inclusive e, principalmente, financeiro, é de embasbacar.

Também surpreende o tamanho do bilionário conglomerado, que começou a ser desbaratado, funcionando à luz do dia, no coração econômico do País, debaixo das narinas das autoridades brasileiras.

Onde estava o “follow the money” todo esse tempo? Vexame alheio.

Legislando em causa própria

Espírito corporativo domina Congresso Nacional / Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O poder tem forte vocação ao abuso. Tanto que os poderosos sempre tendem a abusar, como espécie de pré-requisitos para serem reconhecidos com tais.

Tudo isso para dizer que o Congresso Nacional, que há duas ou três legislaturas era patinho feio entre os Três Poderes, hoje força a barra quando tenta passar na cara do povo brasileiro o famigerado “Pacote da Impunidade”.

De forma resumida, a PEC das Prerrogativas – nome oficial –, prevê uma série de entraves para abertura, julgamento e execução de processos contra parlamentares.

Se passar, ficará quase impossível a lei alcançá-los.

Noutro ponto, a mudança do foro privilegiado pode, no limite, retirar a ação penal da tentativa de golpe de Estado, contra Bolsonaro, das mãos de Alexandre de Moraes (STF).

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