

Em novembro de 2020, quando foi finalizada a apuração das eleições no Ceará, o PDT despontava com o maior número de prefeituras no Estado; o PSD era a segunda maior força; o PT, a terceira.
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De lá para cá, o pódio foi, drasticamente, alterado: sob a força do governo Elmano de Freitas, o PT filiou dezenas de prefeitos e assumiu a liderança; com o senador Cid Gomes, o PSB também ganhou nova estatura.
PDT e PSD, partidos que perderam as eleições estaduais – chapa Roberto Claudio-Domingos Filho -, foram, em nível estadual, rebaixados a segundo plano, depois que prefeitos saíram, em romaria, para PT e PSB.
Do ponto de vista da sustentabilidade política, o Palácio da Abolição não tem do que reclamar. Salvo a pressão por espaços e demandas, quanto mais apoio, melhor.
Acontece, porém, que o PSD voltou para os braços do governo depois de derrotado; parte do PDT já estava lá, antes mesmo da migração em massa de prefeitos.
A pergunta é: como o Palácio da Abolição tratará apoiadores de primeira hora e novos cristãos? Há quem defenda, com veemência, diferença entre uns e outros.
Elmano foi eleito com apoio de partidos como PT-MDB-PP-Solidariedade e outros, sem, por óbvio, o apoio do PDT e PSD – que estavam em outro palanque.