

Neste Dia Internacional da Mulher, marcado, historicamente, por lutas a favor de igualdades, vale uma reflexão: o que se entende por mulheres no poder?
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Como se sabe, essa é uma das principais portas por onde passam políticas públicas e legislação que podem garantir uma série de direitos – políticos, econômicos, sociais etc.
A questão, porém, é como os espaços de poder chegam ao comando feminino no Brasil – para ficarmos somente nesse recorte.
De profundas raízes patrimonialista e patriarcal, o País construiu uma forte linha do tempo em que o poder político, invariavelmente, foi passado de pai para filho.
O cenário atual segue desafiador – apesar das bandeiras voltadas para o gênero e o mês de março ter local de destaque no calendário político nacional.
Quer um teste? Passe a vista em bancadas legislativas ou listas de chefes de Executivo.
Existe um gargalo estrutural de paridade.
Mais: na minoria feminina, são esposas, mães, filhas e irmãs de homens.
Há, claro, as honrosas exceções – que somente justificam a regra.
Ou seja: há mulheres no poder, sim. Mas, a maioria está no comando, de verdade?
Chegar ao poder, conquistando-o, faz toda a diferença.
Significa, efetivamente, ocupação de espaços e empoderamento plenos.
O mais é concessão.
Eis o tamanho do desafio posto neste 8 de Março.
“Ela dá uma ótima vice”
Mais por conveniência e estratégia eleitoral, a maioria dos grupos políticos no Brasil reserva o lugar de vice para ser ocupado por mulher.
“Ela dá uma ótima vice” ou falas do tipo são, frequentemente, ditas por homens que controlam partidos políticos.
Uma pena. Para além da maioria do eleitorado – elas são 52% do total –, as mulheres vêm apresentando, na média, resultados melhores do que os homens, quando em mandatos legislativos ou executivos.