
O ex-operador da Vitol, Javier Aguilar, foi condenado a quatro anos de prisão nos Estados Unidos por envolvimento em esquemas de pagamento de propinas no Equador e no México.
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A sentença foi anunciada na sexta-feira, 18, em um processo que também envolve a empresa que já admitiu participação em irregularidades relacionadas à Petrobras.
Aguilar, de 52 anos, trabalhou no escritório da Vitol em Houston, onde atuava no mercado de petróleo e commodities.
De acordo com o processo, os casos investigados envolveram mais de US$ 1 milhão em pagamentos ilegais e contratos de petróleo e gás avaliados em mais de US$ 500 milhões.
A condenação atual, porém, não diz respeito diretamente ao esquema de corrupção envolvendo a Petrobras.
Aguilar foi responsabilizado pelos casos no Equador e no México. Ele havia sido condenado pelo episódio equatoriano em 2024 e, no mesmo ano, admitiu participação no esquema relacionado a funcionários de uma subsidiária da estatal mexicana Pemex.
A relação com a Lava Jato está ligada à atuação da Vitol no Brasil. Em 2020, a empresa firmou um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e reconheceu ter participado de pagamentos de propina a funcionários da Petrobras.
Na ocasião, concordou em pagar US$ 135 milhões em penalidades.
Segundo documentos judiciais, entre 2005 e 2014, funcionários e representantes da Vitol teriam pago mais de US$ 8 milhões para obter informações confidenciais da Petrobras sobre preços e concorrentes.
Outro esquema, entre 2011 e 2014, envolveu pagamentos a funcionários da estatal para obter dados e favorecer contratos de óleo combustível.
Além da pena de 48 meses, Aguilar terá de entregar cerca de US$ 7,13 milhões relacionados à lavagem de dinheiro e pagar uma multa de US$ 100 mil.
A Justiça norte-americana ainda definirá valores de restituição, e, após cumprir a pena, ele deverá ser deportado para o México.

