
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 22, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que o Brasil deve manter sua autonomia nas relações internacionais.
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Ao abordar a situação da América Latina e do Caribe, declarou que o país “não cabe no quintal de ninguém”, em uma defesa da soberania nacional.
Lula também criticou o que classificou como tentativas de ampliar a influência externa sobre países da região. Segundo o presidente, a proximidade geográfica com os Estados Unidos não deve impedir os países latino-americanos de estabelecerem suas próprias agendas de desenvolvimento e cooperação.
Durante a fala, o presidente defendeu que divergências ideológicas não sejam um obstáculo à integração regional. Ele também mencionou a Venezuela e afirmou que os venezuelanos devem ter o direito de decidir o próprio futuro. Sobre a Nicarágua, declarou que os problemas internos do país não serão solucionados com a restrição da participação da oposição nas eleições.
Outro ponto abordado foi a atuação da ONU diante dos conflitos internacionais. Lula afirmou que a organização atravessa um dos momentos mais críticos de sua história e criticou o funcionamento do Conselho de Segurança. Para o presidente, a entidade precisa ampliar sua capacidade de atuação diante das guerras e crises humanitárias.
Lula também tratou dos conflitos no Oriente Médio e da guerra entre Rússia e Ucrânia. Ao falar sobre Gaza, criticou a atuação do governo israelense e mencionou as consequências dos ataques do Hamas. Sobre o conflito entre russos e ucranianos, defendeu a negociação diplomática como caminho para a resolução da guerra.
Na parte final do discurso, o presidente abordou o combate ao crime organizado no Brasil e defendeu maior cooperação internacional contra o tráfico de armas e a movimentação de recursos ilícitos. Lula citou ainda o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, que reúne forças de segurança dos nove países amazônicos.

