
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 24, que a Entre Investimentos, ligada ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, recebeu recursos do Banco Master e do crime organizado.
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A declaração ocorreu após a terceira fase da Operação Carbono Oculto, que investiga estruturas financeiras relacionadas ao esquema.
Segundo Durigan, valores de diferentes origens teriam sido concentrados em uma mesma estrutura financeira.
O ministro afirmou que os recursos teriam sido usados para ocultar patrimônio, lavar dinheiro e corromper.
INVESTIGAÇÃO
O empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro” e dono da Entre Investimentos, está entre os alvos da operação.
Ele também firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito das investigações sobre o Banco Master.
Segundo informações divulgadas sobre a investigação, Freixo relatou repasses superiores a US$ 12 milhões para um fundo nos Estados Unidos relacionado ao financiamento de “Dark Horse”.
O empresário afirmou que as transferências ocorreram entre janeiro e setembro de 2025, a pedido de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Durigan afirmou, porém, que ainda cabe às autoridades esclarecer a origem específica dos recursos destinados ao filme.
A Operação Crédito Oculto investiga estruturas financeiras usadas, segundo os investigadores, para ocultar patrimônio e dissimular a origem de valores.

