
Data centers em operação podem acrescentar R$ 7,3 bilhões ao PIB do Ceará e sustentar até 112,3 mil empregos, segundo estudo do Observatório da Indústria, ligado à Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).
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A projeção foi apresentada nesta quinta-feira, 24, durante o Proenergia Summit 2026, em Fortaleza.
O levantamento estima que, durante a construção dos complexos, os investimentos podem movimentar R$ 44,8 bilhões no PIB estadual e sustentar 176,2 mil empregos.
Na fase de operação, a projeção considera 551 empregos diretos e outros 111,7 mil postos sustentados pela cadeia de fornecedores e serviços.
O estudo considera um cenário de 2,7 gigawatts (GW) de capacidade instalada, com base em dados do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035).
Segundo a Fiec, o Ceará aparece como o terceiro maior polo projetado para data centers no país, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro.
A operação dos complexos também pode estimular setores como computação em nuvem, inteligência artificial, cibersegurança e serviços digitais.
A entidade aponta ainda oportunidades para fornecedores de energia, refrigeração, manutenção, conectividade e equipamentos.
O economista-chefe do Observatório da Indústria, Guilherme Muchale, destacou que os impactos sobre o emprego devem ocorrer principalmente na cadeia de fornecedores. Já a Fiec ressalta que o avanço do setor dependerá de infraestrutura energética e de condições para a operação dos empreendimentos.

