
O Ministério Público do Ceará (MPCE) realizou, nesta sexta-feira, 25, uma operação na sede da Prefeitura de Sobral e em órgãos municipais.
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A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio das polícias Federal, Civil e Militar.
A operação corresponde à terceira fase da chamada Closed Faucet e investiga possíveis crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção, falsidade ideológica e fraudes em licitações e contratos.
Os agentes cumpriram diligências para recolher documentos e equipamentos eletrônicos relacionados às apurações.
Entre os locais visitados estão, além da sede da Prefeitura, a Procuradoria-Geral do Município e as secretarias de Infraestrutura, Educação, Finanças e Planejamento e Gestão.
O material procurado envolve processos licitatórios, contratos, aditivos, medições de obras e registros de pagamentos vinculados à empresa Mandacaru Construções & Empreendimentos Ltda.
Segundo a decisão judicial que autorizou as diligências, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou R$ 44,8 milhões em movimentações consideradas atípicas entre 2018 e 2022. Os registros envolvem a empresa investigada e servidores públicos, incluindo operações bancárias e saques fracionados.
Os contratos analisados são principalmente referentes ao período entre 2018 e 2022, durante gestões anteriores à atual administração.
A Prefeitura de Sobral afirmou que está colaborando com as autoridades e fornecendo os documentos solicitados. O município também destacou que os procedimentos investigados são de administrações anteriores.
As investigações seguem sob segredo de Justiça. Até o momento, a existência das movimentações apontadas pelo Coaf não significa que irregularidades ou desvios tenham sido comprovados. O avanço da apuração deverá determinar se houve prática de crimes e eventual responsabilização dos envolvidos.

