
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou, neste domingo, 27, integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ajudarem na divulgação de uma suposta fake news sobre Nossa Senhora Aparecida. A declaração foi feita durante agenda em Aracaju (SE).
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A CNBB negou a acusação e afirmou que não produziu, autorizou ou participou da divulgação de informações falsas relacionadas às eleições.
Em nota, a entidade disse que atribuir esse tipo de atuação à instituição, sem fatos ou provas, é injusto.
O caso envolve informações sobre uma suposta tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A GloboNews corrigiu a informação inicial sobre o tema e esclareceu que um projeto apresentado em 2007 foi arquivado em 2008 e que não há proposta semelhante em tramitação atualmente.
Na sexta-feira, 25, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), havia determinado a remoção de publicações que associavam a família Bolsonaro à suposta mudança.
Neste domingo, 27, o ministro Flávio Dino suspendeu os efeitos da decisão, citando a proteção à liberdade de expressão.
O episódio também relembrou um boato semelhante que circulou em 2018 envolvendo Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo. O projeto citado na época, apresentado em 2007, foi arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008.
CONFIRA NOTA DA CNBB NA ÍNTEGRA
“Diante de informações e manifestações que circulam nas redes sociais envolvendo o nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esclarecemos:
A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral.
A Conferência repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar.
A CNBB não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência.
Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira.
A CNBB reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz.”

