
O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, desconsiderados os tumores de pele não melanoma.
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Para o triênio 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos por ano no Brasil. Em Fortaleza, são estimados 1.200 novos casos em 2026, com taxa bruta de 85,80 casos para cada 100 mil mulheres.
Os números reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, mas o acompanhamento da saúde feminina deve ir além da mamografia e do mês de outubro.
Consultas de rotina permitem avaliar também aspectos ginecológicos, hormonais e sexuais.
“A consulta de rotina é um momento importante para avaliar a saúde da mulher de forma integral”, explica a ginecologista e obstetra Fernanda Rios.
Segundo a médica, a frequência de consultas e exames deve considerar idade, histórico pessoal e familiar, fatores de risco e condições individuais.
ATENÇÃO AOS SINAIS
Nódulos, alterações na pele ou no mamilo e secreções nas mamas devem ser avaliados por um profissional. Alterações menstruais, sangramentos anormais, dores, ressecamento vaginal e desconforto nas relações sexuais também merecem investigação.
O climatério e a menopausa também exigem acompanhamento. Sintomas como ondas de calor, alterações do sono, ressecamento vaginal e mudanças de humor são frequentes, mas devem ser avaliados individualmente.
CUIDADOS APÓS O CÂNCER DE MAMA
Para mulheres que passaram pelo tratamento do câncer de mama, o acompanhamento pode exigir atenção adicional. Algumas terapias podem provocar alterações hormonais e sintomas semelhantes aos da menopausa, especialmente na saúde íntima.
A médica destaca que tratamentos para esses sintomas devem considerar o histórico oncológico de cada paciente. Entre as alternativas estudadas está o laser íntimo de CO₂, mas a indicação deve ser avaliada individualmente e em diálogo com a equipe médica responsável.
CUIDADO DURANTE TODO O ANO
O Outubro Rosa pode ser um ponto de partida para reforçar a importância do cuidado contínuo. Conhecer o próprio corpo, manter consultas regulares, realizar os exames indicados e procurar atendimento diante de alterações persistentes são medidas importantes para a saúde da mulher.


