
Por Tobias Saldanha
Dois conceitos ajudam a entender o Brasil de hoje: maioria silenciosa e espiral do silêncio. Quem domina o discurso público nem sempre representa a maioria. Quando discordar da narrativa dominante tem custo, muitos escolhem o silêncio.
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Como jornalista, acredito que esse silêncio precisa ser rompido. É nesse debate que se insere Flávio Bolsonaro e sua defesa da liberdade de expressão e de imprensa.
A Constituição é clara. O artigo 220 da CF/88 estabelece que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação não sofrerão qualquer restrição. Liberdade de imprensa não pode ser seletiva.
Não pode valer apenas para o jornalista que confirma a visão editorial de uma redação ou a narrativa de um governo. O contraditório também é jornalismo. Perguntar o que o poder não quer responder é função essencial da imprensa.
As intervenções do Poder Judiciário cerceando os meios de comunicação, como no debate na TV Globo mudando regras estabelecidas pelo veículo em cima da hora, além da perseguição a jornalistas independentes que incomodam os donos do poder nos rincões do País por parte de quem deveria resguardar o sigilo constitucional ao direito da fonte são sinais de alerta.
Também é preciso discutir a pressão sobre jornalistas que criticam o PT, o governo Lula ou o STF baseado em fatos. Discordar não pode ser confundido automaticamente com desinformar. Crítica política não é crime.
É hora de romper a espiral do silêncio, furar as bolhas e devolver ao debate público o direito de discordar.
É nesse cenário que considero Flávio Bolsonaro uma alternativa política para quem coloca a liberdade de imprensa no centro do debate democrático.
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