
O Nordeste alcançou R$ 60,5 bilhões sob gestão de patrimônio no primeiro semestre de 2026 — uma alta de 9,4% que coloca a região à frente do Sul (R$ 55,9 bilhões) e atrás apenas do Sudeste, segundo a Anbima.
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No entanto, o crescimento contrasta com a falta de planejamento sucessório nas empresas familiares, o que coloca a continuidade dos negócios em risco.
A advogada Natalia Dias, especialista em Direito Societário do André Menescal Advogados, alerta que manter a mesma estrutura jurídica de quando a empresa era menor expõe o negócio a crises de comando e litígios familiares no caso do afastamento ou morte do fundador.
Para proteger a operação, a especialista recomenda medidas preventivas em vida, como:
- Acordo de Sócios/Acionistas: Define critérios para ingresso e cargos de herdeiros, além da compra de cotas de quem optar por sair do negócio.
- Protocolos Familiares e Testamentos: Organizam as regras de governança e previnem disputas entre a família e a gestão.
- Holdings Familiares: Reúnem bens e participações societárias para otimizar a organização patrimonial e tributária.
Segundo Natalia, a condição de herdeiro não garante preparo para a gestão, tornando essencial definir previamente a governança ou a transição para executivos profissionais.


