Presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, que se declarava contra a proposta, voltou atrás e votou pelo fim da escala 6×1

Fim da escala 6×1. O Senado aprovou, nesta quarta-feira, 14, a PEC que acaba com o regime de seis dias de trabalho para um dia de repouso. O resultado é visto como vitória política para o presidente Lula (PT), candidato à reeleição.
Siga o PODER NEWS no Instagram
Presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, que se declarava contra a proposta, voltou atrás e votou pela mudança no regime de trabalho brasileiro.
A PEC foi aprovada em dois turnos, com a mesma votação em ambos: 75 votos favoráveis e apenas um contrário. A PEC vai à promulgação.
Com a aprovação, o trabalhador terá direito a repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.
Além disso, o texto reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas.
Serão até oito horas diárias de trabalho, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Algumas das mudanças serão implementadas de forma progressiva.
O único senador que votou contrário à proposta foi o Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República no governo de Jair Bolsonaro.
Além dele, outros senadores se ausentaram da votação em primeiro turno: Sergio Moro (PL-PR), Marcio Bittar (PL-AC), Rogério Marinho (PL-RN) e Ciro Nogueira (PP-PI).
No segundo turno da votação, Ciro Nogueira votou favoravelmente à proposta, mas Dr. Hiran (Progressistas-RR) não votou. Davi Alcolumbre (União-AP) não votou por ser presidente do Senado.
CALENDÁRIO ESPECIAL
O texto analisado foi o mesmo que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio. Desde a semana passada, a matéria está para apreciação do plenário.
O Regimento Interno do Senado exigia cinco sessões deliberativas antes da votação da proposta em primeiro turno, mas foi aprovado um requerimento que impôs calendário especial e acelerou o processo.


