
Canais de transmissão no WhatsApp tornaram-se ferramentas centrais na mobilização do segundo turno da eleição presidencial.
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Espaços como o “Exército do Lula” (com 4,8 milhões de seguidores) e a “Tropa do Flávio” (com 1,7 milhão) garantem alcance direto e em larga escala, mas desafiam a regulação da Justiça Eleitoral sobre desinformação e limites de atuação na internet.
Diferente dos grupos tradicionais, os canais de transmissão permitem publicações apenas dos administradores, cabendo aos seguidores reagir ou repassar o conteúdo.
Segundo cientistas políticos, a principal utilidade da ferramenta é transformar apoiadores engajados em multiplicadores de campanha a custo zero, ativando redes de confiança entre amigos e familiares.
No entanto, especialistas destacam que o volume de seguidores mede a capacidade de mobilização, mas não a conversão de eleitores indecisos.
O uso ostensivo dessas ferramentas levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a analisar a exigência de registro oficial e regras de controle para evitar abusos.
Juristas apontam que eventuais suspensões de canais por parte da Justiça Eleitoral devem se basear em irregularidades concretas — como a disseminação de fake news — e não apenas no tamanho ou no viés político das contas, preservando a proporcionalidade das sanções.


