
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou por volta das 9h40 deste domingo, 25, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
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Ele estava acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros do governo, como Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva e Alexandre Padilha.
Antes de votar, em conversa com jornalistas e apoiadores na saída de sua residência, Lula fez um balanço de sua trajetória política e criticou o adversário Flávio Bolsonaro (PL).
“Estou com 80 anos, participo da vida política há 50. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual”, afirmou, em referência às demonstrações de carinho recebidas na reta final da campanha.
Ao avaliar a disputa, declarou que o candidato de oposição “não é capaz de dizer uma verdade” e se disse confiante de que “o povo não vai eleger um mentiroso”.
CENÁRIO ACIRRADO E ESTRATÉGIAS DA RETA FINAL
- Empate técnico: As últimas pesquisas Datafolha e Quaest indicam equilíbrio absoluto na disputa, com Flávio Bolsonaro registrando 51% dos votos válidos contra 49% de Lula, dentro da margem de erro. No primeiro turno, a diferença entre os dois foi de apenas 1,87 ponto percentual (47,03% contra 45,16% a favor do candidato do PL).
- Ajuste de campanha: Após o resultado do 1º turno, Lula reformulou a coordenação nacional chamando lideranças do Nordeste — como Camilo Santana (PT-CE), Rui Costa (PT-BA) e Rafael Fonteles (PT-PI) — e intensificou a presença digital e o engajamento de influenciadores e aliados em redes sociais e aplicativos de mensagens.
- Medidas no Congresso e economia: Na reta final do pleito, o governo articulou a aprovação no Congresso da PEC do fim da escala 6×1, além de promover redução de tributos sobre combustíveis e perdão de dívidas para Microempreendedores Individuais (MEIs).
Se for reeleito, Lula assumirá seu quarto mandato presidencial, podendo chegar a 16 anos à frente do Palácio do Planalto.


