
O desempenho do mercado imobiliário em 2027 dependerá do controle fiscal, das condições de crédito e da composição do novo Congresso Nacional — com atenção especial à renovação de dois terços das cadeiras do Senado —, avalia o especialista Daniel Claudino.
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A sustentabilidade das contas públicas é vista como pré-requisito para permitir novas quedas na taxa Selic e destravar o financiamento habitacional.
A manutenção de juros elevados encarece o crédito para compradores e investidores, além de levar incorporadoras a adiar lançamentos.
Esse desestímulo à construção reduz a oferta futura de imóveis e pressiona os preços de venda e do aluguel.
O impacto é mitigado em partes pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que responde por mais da metade dos lançamentos residenciais no País.
Apesar dos custos da construção e das incertezas de curto prazo, o especialista ressalta que o imóvel deve ser visto como um investimento estratégico de longo prazo, capaz de atravessar diferentes ciclos políticos e econômicos desde que a decisão considere a capacidade financeira do comprador, a localização e a gestão de riscos.


