
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, solicitou ao Senado uma prorrogação de 72 horas para elaborar sua defesa no processo de impeachment aberto contra ele.
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A notificação com a acusação de mais de 300 páginas foi entregue na noite de quinta-feira, 5, poucas horas após a Câmara dos Deputados aprovar por unanimidade a sua destituição.
O pedido de impedimento decorre da liquidação do Ueno Bank pelo Banco Central paraguaio, deflagrada na terça-feira, 3, por déficit de solvência.
Ex-acionista do grupo controlador da instituição, Peña é acusado pela oposição de negligência, conflito de interesses e desvio de recursos públicos, em um colapso que afetou cerca de 3 milhões de clientes e comprometeu US$ 850 milhões em depósitos.
Em paralelo ao impeachment, Peña chegou a apresentar carta de renúncia, mas a votação do pedido no Congresso foi paralisada por falta de quórum.
No mesmo dia, a Câmara rejeitou a abertura de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana, que se credencia para assumir a chefia do Poder Executivo em caso de vacância.


