
O deputado estadual Romeu Aldigueri (PDT) provocou uma discussão ao afirmar que a dissolução do diretório estadual do PDT, da última semana, foi uma “tirania, uma ditadura”.
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Declaração foi dada em sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), nesta terça-feira (10).
“[O acordo] foi quebrado sem avisar, voltando para assumir a presidência estadual e nacional”, disse Aldigueri se referindo à determinação de André Figueiredo (PDT), deputado federal e presidente do PDT Nacional.
Reações
Um parlamentar que se juntou ao deputado nas críticas ao atual presidente do PDT Nacional foi Marcos Sobreira, também filiado ao PDT.
Segundo ele, a medida parece “proposital para implodir o PDT, para ficar uma minoria”. “Não há nenhuma liderança capaz de unir o PDT que não seja o Cid“, opinou.
Em resposta a Aldigueri, Antonio Henrique (PDT) disse que o parlamentar está “menosprezando” os demais filiados que “cumpriram o que decidiu o partido nas eleições de 2022”.
Ou seja, apoiaram a candidatura de Roberto Cláudio ao Governo, enquanto a ala petista queria que o PDT lançasse Izolda Cela à reeleição – na época, filiado ao partido.
“Foi falado aqui também sobre ser a maior liderança do partido [Cid Gomes]. Quero dizer que para ser a maior liderança de um partido, não precisamos nos render ao Governo”, alegou.
“Dentro do fusca”
Já Queiroz Filho defendeu sua posição, citando a frase de Lia Gomes (PDT), irmã de Cid.
Deputada afirmou que Figueiredo não se importa se o partido caberia dentro de um fusca, contanto que ele tivesse o comando da legenda.
Queiroz afirmou que prefere “estar dentro de um fusquinha com meus amigos, com lealdade, do que estar em um ônibus me acotovelando com os outros”.
“Essa questão do PDT é algo para discutir internamente. Não era para estarmos discutindo isso por meio da imprensa”, afirmou.

