
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou, nesta quinta-feira, 20, que vai reunir oito ministros que já foram governadores para construir um plano integrado para a Segurança Pública.
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Um dos integrantes é o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), que já governou o Ceará entre 2014 a 2022.
Outro membro será o vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo.
O planejamento deve ser conduzido pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.
“Quero pegar essa experiência acumulada dos governadores para que a gente possa chamar governadores que estão exercendo cargo hoje e fazer uma discussão”, ressalta Lula à Rádio Verdinha.
Na entrevista, revelou que a reunião deve ocorrer em breve, em Brasília.
Ainda, o mandatário conversará primeiro com Lewandowski, depois com ministros e, por último, os governadores.
A proposta será levantar ações para o combate ao crime organizado e ao tráfico de armas, envolvendo as forças policiais federais e estaduais.
Para o chefe do Executivo, a insegurança no Estado está ligada ao crescimento do crime organizado e liberação de armas.
“No Estado do Ceará, houve momentos em que a Segurança era tida como satisfatória. Depois, houve momentos que ela caia, porque é um momento sério que está ligado a muitas coisas, sobretudo ao crescimento do crime organizado e no caso mais recente à liberação de armas”, declara.
Lula criticou a flexibilização da compra de armas de fogo e criticou quem comprou armas “não é pessoa honesta e decente”.
Chacina em Viçosa
Na ocasião, Lula comentou sobre a chacina registrada em Viçosa do Ceará, município do noroeste do estado.
O ataque deixou sete pessoas mortas e duas feridas.
Lula revelou que conversou sobre o assunto com o governador do estado, Elmano de Freitas (PT), e pediu a apuração dos fatos e a prisão dos autores do crime.