
A segunda fase do programa de Depreciação Acelerada, que visa acelerar a devolução do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para as indústrias que renovam suas máquinas, contará com R$ 3 bilhões em créditos tributários para os anos de 2025 e 2026, conforme anunciou o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta sexta-feira, 28.
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Desse total, R$ 1,5 bilhão será disponibilizado em 2025 e o mesmo montante em 2026. Originalmente, estava previsto R$ 1,7 bilhão para 2025, mas R$ 200 milhões foram utilizados em 2024, o que reduziu o valor disponível para R$ 1,5 bilhão no próximo ano.
O programa tem como objetivo incentivar a compra de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos novos, beneficiando 25 setores industriais. Inicialmente com 23 participantes, a segunda fase incluirá agora o setor automotivo e uma parte da indústria química que antes não estava contemplada.
Durante uma entrevista coletiva, Alckmin explicou que a depreciação acelerada resulta em uma economia média de 4% para as indústrias que renovam seu parque fabril, ajudando a mitigar os impactos da alta da Taxa Selic (juros básicos da economia).
“A Abimaq [Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos] tem feito alguns estudos. A economia pode variar, mas geralmente fica entre 3% e 5% do valor da máquina, o que ajuda a compensar o aumento da Selic”, afirmou o presidente em exercício.

