

O presidente Lula vem priorizando a linha mais política do que técnica no enfrentamento – ou convivência, como queiram -, ao tarifaço do governo Donald Trump.
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O governo federal está, obviamente, se mexendo para minimizar os impactos nos setores abarcados pela lista de produtos brasileiros sobretaxados pelos Estados Unidos – graças a Geraldo Alckmin (PSB).
Mais beligerantes do que amistosas, as declarações de Lula vão na contramão da diplomacia e foca, insistentemente, na retórica da soberania nacional – espécie de emulação do famigerado ‘nós contra eles’.
O petista vê no ambiente do Brics uma âncora para seguir seu intento.
Aqui foi dito que o bloco econômico pode ser uma saída, no médio e longo prazos. Mas há poréns.
No grupo está a China, segunda maior economia do mundo, e a Índia, a nação mais populosa do planeta.
Mas a solução não é tão simples assim – tipo um não quer ou está botando dificuldades vou oferecer a outro.
Isso é engano – no mínimo. Lula sabe disso.
Chineses e americanos estão discutindo a pauta, intensamente. São interdependentes.
A Índia está sendo punida pelos EUA, por comprar petróleo da Rússia – também membro do bloco.
É do jogo. No ganha-ganha ou ganha-perde, o mundo está buscando saídas.
Mesmo em meio às controversas do tarifaço, cada um cuida do seu. Todos seguem fazendo negócio.
Enquanto isso, Lula insiste no palanque eleitoral de 2026. Só pensa nisso.
Priorizar o discurso político, via Brics, é um erro – além do risco de ficar falando sozinho.
Força-tarefa do Estado deve surtir efeitos necessários

O governo Elmano de Freitas vem pontuando bem com a força-tarefa em Brasília, para mitigar os efeitos do tarifaço sobre produtos cearenses exportados para os Estados Unidos.
Acompanhado do titular da SDE, Domingos Filho, o chefe do Executivo teve várias reuniões com o vice-presidente e ministro da área, Geraldo Alckmin (PSB).
A articulação, os esforços do próprio governo do Ceará e iniciativas do Planalto devem surtir efeitos aguardados pelos setores atingidos.

