
Um levantamento do LENAD III (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas) indica que cerca de 10,8 milhões de brasileiros, a partir dos 14 anos, utilizam plataformas de apostas virtuais de forma arriscada ou problemática. O cenário configura um grave problema de saúde pública conhecido como Transtorno do Jogo (ou ludopatia).
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O estudo revela que adolescentes e pessoas de baixa renda são os grupos mais vulneráveis. Entre os menores de 18 anos que apostaram no último ano, 55% apresentaram comportamentos indicativos de dependência, enquanto na população adulta esse percentual foi de 39%.
Especialistas alertam que o vício em “bets” que inclui apostas esportivas e cassinos online — pode desencadear quadros de ansiedade, insônia e depressão. Além do impacto emocional, os prejuízos financeiros severos agravam as relações familiares e a qualidade de vida dos indivíduos.
Dados complementares reforçam a gravidade da situação: 36% dos brasileiros já realizaram apostas online. O crescimento exponencial da prática tem elevado os índices de endividamento familiar e os casos de compulsão. Diante disso, o cenário tem motivado debates sobre uma regulação mais rígida, políticas públicas de prevenção e a ampliação de programas de tratamento para a dependência em jogos na rede de saúde mental.
