
A China anunciou que a partir de hoje, 02 de janeiro, vai impor tarifas adicionais de até 55% sobre importações de carne bovina brasileira que ultrapassarem cotas anuais estabelecidas pelo governo chinês.
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O Ministério do Comércio da China anunciou uma nova política de salvaguardas comerciais para a carne bovina importada, que inclui cotizações por país e tarifa extra de 55% sobre volume que exceder os limites definidos para 2026.
A cota total foi fixada em cerca de 2,7 milhões de toneladas, abaixo do volume já exportado por principais fornecedores como o Brasil nos últimos anos.
Para o Brasil, a cota estimada é de cerca de 1,1 milhão de toneladas por ano, que corresponde a uma parte menor do que o país vem exportando para o mercado chinês — atualmente um dos maiores destinos da carne bovina brasileira no exterior.
Se o volume de carne enviado ultrapassar essa marca, o excedente estará sujeito à sobretaxa de 55% além das tarifas normais de importação.
O governo chinês justificou a medida dizendo que o aumento expressivo das importações nos últimos anos prejudicou a produção local e a manutenção de rebanhos domésticos, levando muitos criadores a reduzir efetivos e demandar apoio estatal.
A decisão, que vale por pelo menos três anos com cotas que poderão ser ajustadas anualmente, atinge também outros grandes exportadores como Argentina, Uruguai, Austrália e Estados Unidos, mas o Brasil é o principal fornecedor atualmente e, portanto, um dos mais afetados pela nova estrutura de cotas e tarifas.
A possibilidade de redirecionar exportações para outros países tem sido debatida entre líderes do setor.

