
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, marcando o menor nível desde o início da série histórica da PNAD Contínua em 2012. O número de pessoas ocupadas no país bateu recorde, com mais de 103 milhões de trabalhadores, refletindo uma melhora contínua no mercado de trabalho.
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Apesar do recuo expressivo da desocupação, os dados do Novo Caged mostram que a geração de vagas com carteira assinada perdeu fôlego em novembro, com apenas cerca de 85,8 mil postos criados — o menor resultado para o mês na série histórica. Esse ritmo mais fraco indica uma desaceleração no crescimento do emprego formal.
O rendimento médio real dos trabalhadores também atingiu um novo recorde, alcançando R$ 3.574, impulsionado por aumentos em setores como informação, comunicação e atividades financeiras.
Especialistas atribuem a desaceleração na criação de postos de trabalho à manutenção de juros elevados, que podem limitar investimentos e expansão das empresas, apesar dos resultados positivos no desemprego e renda.
O mercado de trabalho em 2025 mostra melhora significativa nas taxas de emprego e renda, mas o ritmo mais lento na geração de vagas formais acende um alerta para 2026, especialmente em setores que ainda enfrentam dificuldades.

