
Por Acrísio Sena
A cena internacional atravessa um tempo de escombros. Em ruínas, a ONU vai sendo esvaziada, enquanto os Estados Unidos reforçam, sem pudor, a velha tese do “xerife do mundo”.
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Sai o diálogo, entra o porrete. A diplomacia cede lugar à força bruta, política, econômica e, agora, também tecnológica.
O chamado “bang bang” tecnológico é mais uma peça desse tabuleiro.
Sob o discurso da segurança e do interesse nacional, os EUA impõem barreiras, escolhem vencedores e perdedores e redefinem regras sem qualquer mediação multilateral.
O recado é simples e direto: quem dita as normas já não é o consenso internacional, mas o poder concentrado.
Nesse processo, temas centrais vão sendo empurrados para o escanteio.
Meio ambiente, direitos humanos, cooperação internacional e até a transição energética perdem prioridade.
A agenda climática, que exige pactos globais e responsabilidades compartilhadas, torna-se refém de interesses imediatos.
As regras da convivência pacífica entre as nações vão, literalmente, para o espaço.
O resultado é um mundo mais instável, desigual e perigoso. Quando o multilateralismo enfraquece, avança a lógica da imposição.
Quando a ONU é deslegitimada, a lei do mais forte ocupa o vazio deixado.
Por isso, a luta pela democracia no planeta torna-se central. Não apenas como regime político interno, mas como princípio internacional de autodeterminação dos povos.
Defender a soberania dos países, o direito ao desenvolvimento e a cooperação entre as nações é, hoje, uma tarefa humanitária urgente.
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