
No cenário político brasileiro, coligações e federações partidárias são modelos de união entre partidos, mas com regras e efeitos diferentes no processo eleitoral.
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Coligações são acordos temporários entre partidos apenas para disputar eleições, permitindo que partidos disputem juntos o mesmo cargo ou cooperem na formação de chapas proporcionais. Após o pleito, a coligação é desfeita automaticamente.
Já as federações partidárias representam uniões permanentes, nas quais os partidos se comprometem a atuar juntos por, pelo menos, quatro anos, com única bancada e programa comum. A federação deve ser registrada no TSE e sobrevive ao período eleitoral, mantendo a articulação conjunta no Legislativo.
Do ponto de vista prático, as coligações influenciam mais a formação de chapas e votos no sistema proporcional, enquanto as federações têm impacto na atuação política e nas estratégias de médio prazo, pois exigem coesão entre os partidos durante todo o mandato.
Segundo especialistas, as federações buscam estabilidade e alinhamento ideológico ao longo do mandato, evitando a fragmentação que pode ocorrer com coligações desfeitas após as eleições.
A escolha entre um modelo e outro depende dos objetivos estratégicos das legendas, do perfil dos candidatos e das negociações que antecedem o pleito, especialmente em um ano de eleições gerais como 2026.

