
A Justiça Federal do Ceará condenou Júlio César Leite da Silva por integrar uma quadrilha que fraudava concursos públicos. O esquema, desarticulado pela “Operação Gabarito” da Polícia Federal há duas décadas, operava em seleções municipais, estaduais e federais.
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O grupo era composto por “agenciadores” de clientes e “pilotos”, especialistas que faziam a prova e repassavam as respostas. O gabarito era enviado por telemóveis escondidos através de códigos de vibração e da posição dos ponteiros do relógio dos candidatos.
Pelo serviço fraudulento, os candidatos chegavam a pagar até sete vezes o valor do salário do cargo pretendido. Júlio César foi sentenciado por falsidade ideológica, recebendo uma pena de três anos de reclusão, convertida em prestação de serviços à comunidade.
A investigação começou em 2004, após a denúncia de uma aluna abordada por um dos criminosos num curso preparatório. A condenação encerra um longo capítulo judicial de um esquema que já tinha infiltrado diversas pessoas no serviço público.

