
Os Correios anunciaram um plano de reestruturação que inclui um empréstimo de R$ 12 mil milhões para modernizar serviços e equilibrar as contas. No Ceará, a medida gera incerteza para os cerca de 2,4 mil trabalhadores e para o funcionamento das 538 agências existentes no estado.
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A principal mudança deve vir através do Programa de Demissão Voluntária (PDV), que pretende atingir 15 mil empregados em todo o país até 2027. Além disso, existe o risco de fecho de agências em municípios menores, onde as unidades são o principal acesso a serviços postais.
Especialistas alertam que áreas periféricas e cidades do interior podem sofrer com atrasos e maior distância física dos serviços. Por outro lado, a estatal aposta na venda de imóveis sem uso e na automação de processos para aumentar a eficiência das entregas.
Apesar da crise, os Correios realizam cerca de 2 milhões de entregas mensais apenas no Ceará. A empresa descarta a privatização total, mas estuda parcerias com o setor privado para modernizar a frota e a infraestrutura tecnológica nos próximos anos.

