
O governo federal, por meio da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), e o Ministério Público Federal (MPF) recomendaram à plataforma X que adote medidas para impedir que a inteligência artificial Grok seja usada para criar e divulgar conteúdos sexualizados indevidos.
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A orientação foi divulgada nesta terça-feira, 20, e responde a denúncias de usuários e testes que apontam o uso da ferramenta para gerar imagens, vídeos e áudios com conotação sexual envolvendo pessoas reais, inclusive mulheres, crianças e adolescentes, sem consentimento.
Entre as recomendações está a exigência de que o Grok pare de produzir novos conteúdos sexualizados, com prazo de 30 dias para que a empresa apresente procedimentos técnicos que identifiquem, revisem e removam esse material quando já disponível na plataforma.
As instituições também pedem a suspensão imediata de contas envolvidas na produção desses conteúdos e a criação de mecanismos eficientes de denúncia e proteção de dados pessoais.
Caso as recomendações não sejam atendidas, órgãos podem adotar medidas administrativas e judiciais.
