
Por Acrísio Sena
A política do Ceará tem um eixo estruturante que não pode ser ignorado: Cid Gomes. Ao longo dos anos, o ex-governador e hoje senador se consolidou como o maior estrategista político do Estado do Ceará.
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A estatura de Cid não se deve apenas por expressivas vitórias eleitorais, mas pela capacidade de pensar a política como projeto, com método, timing e leitura fina da correlação de forças.
Mesmo em contextos adversos, Cid segue influente porque compreende que estratégia não é improviso. É articulação, capacidade de absorver crises e transformar turbulências em reposicionamento.
Isso explica a longevidade e a solidez da aliança com Camilo Santana. Uma relação que já enfrentou tensões, mas que permanece firme, justamente por estar assentada em bases políticas e programáticas, não circunstanciais.
Na análise da conjuntura cearense, é fundamental entender que Cid e Camilo não representam projetos distintos. São expressões complementares de uma mesma estratégia.
Desde 2006, Cid atua no plano da formulação e da articulação política; Camilo materializa essa estratégia na gestão, institucionalidade e relação federativa.
Essa combinação ajuda a explicar por que o Ceará mantém estabilidade política e capacidade de planejamento em um cenário nacional marcado por rupturas.
No Ceará, quando a política é tratada com seriedade, a estratégia de unidade é crucial para a consolidação do nosso exitoso projeto de desenvolvimento e justiça social.
