
O Governo Federal anunciou ao Congresso Nacional a intenção de transformar o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) em um exame de proficiência obrigatório para médicos recém-formados, que serviria para atestar se o profissional está apto a exercer a medicina no Brasil.
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Pela proposta, a aprovação no Enamed seria requisito para obtenção do registro profissional (CRM), atualmente concedido independentemente do desempenho na avaliação.
A ideia é aproveitar que o Congresso já discute a criação de um exame de proficiência médica e apresentar o Enamed como alternativa.
Em entrevista, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o Enamed já é aplicado em diferentes fases da formação (2º, 4º e 6º ano) e é conduzido pelo Ministério da Educação (MEC), o que, segundo ele, o torna mais adequado para avaliar a formação dos futuros médicos do que um novo exame criado por outra entidade.
Padilha ressaltou, porém, que a mudança depende de alteração na legislação brasileira, e por isso só poderia valer para edições futuras do exame, não afetando os resultados do Enamed de 2025, divulgados recentemente.
A medida ocorre em meio ao debate mais amplo sobre qualidade da formação médica no país, após dados da primeira edição do Enamed mostrarem que cerca de um terço dos cursos avaliados tiveram desempenho considerado insuficiente.
