

Em um cenário no qual o desejo de viver legalmente nos Estados Unidos cresce entre brasileiros, a escolha de um visto passou a ser tratada, muitas vezes, como um objetivo final.
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Para a advogada especializada em imigração, Andrea Bowers, da Andrade e Bowers Law, esse é um dos principais equívocos do processo migratório contemporâneo.
Antes de falar em visto, Andrea analisa o momento de vida da pessoa e seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Para ela, o visto não pode ser um fim em si mesmo; ele precisa ser um meio coerente para um projeto de vida bem estruturado.
Um dos erros mais recorrentes observados em sua atuação é a romantização do Green Card. Muitos brasileiros escolhem um visto pelo nome ou pela promessa do resultado final, sem considerar o processo necessário até chegar lá.
Custos elevados, tempo de espera, riscos migratórios, restrições de trabalho, impacto familiar e desgaste emocional acabam sendo subestimados.
A imigração não é uma linha reta; trata-se de um processo complexo, que exige preparo, resiliência e planejamento.
Quando o caminho não é compatível com a realidade da pessoa, o sonho pode se transformar em ansiedade, frustração e, em alguns casos, prejuízos irreversíveis.
Com um sistema migratório cada vez mais criterioso, a análise dos casos deixou de ser fragmentada. Atualmente, o que mais pesa é a coerência entre currículo, histórico migratório e planejamento de vida.
Sobre a especialista
Andrea Bowers é advogada licenciada no Brasil e nos Estados Unidos, eleita Top 10 Immigration Trial Lawyer nos Estados Unidos.
Graduada em 2007 pela Unijorge, na Bahia, Andrea acumulou mais de uma década de experiência em direito empresarial no Brasil.
Sua trajetória internacional ganhou força ao conquistar o LL.M. em Direito Empresarial pela Universidade do Texas em Austin.
Membro da Texas Bar e palestrante da AILA (American Immigration Lawyers Association), Andrea é fluente em português, inglês e espanhol.
