
O governo da Espanha recusou oficialmente o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer parte do recém-criado Conselho da Paz. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, na noite desta quinta-feira, 22, após uma cúpula da União Europeia.
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Sánchez justificou a decisão afirmando que Madri preza pela coerência com o direito internacional e o fortalecimento das Nações Unidas (ONU).
O premiê também criticou a ausência da Autoridade Palestina no conselho, que foi idealizado por Trump para supervisionar a reconstrução e a governança da Faixa de Gaza.
O Conselho da Paz foi lançado oficialmente por Trump durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.
O órgão, que tem o presidente americano como líder vitalício e detentor do poder de veto, é visto por críticos como uma tentativa de esvaziar a influência da ONU nas questões do Oriente Médio.
Até o momento, cerca de 25 países aceitaram o convite, incluindo Israel, Argentina, Arábia Saudita e Hungria.
Por outro lado, além da Espanha, nações como Noruega, Suécia e Itália também já declinaram ou pediram mais tempo para analisar a proposta.
O presidente Lula também foi convidado a integrar o conselho, mas o governo brasileiro ainda não deu uma resposta definitiva. O Itamaraty avalia os impactos da participação do Brasil em um órgão que pode entrar em rota de colisão com as estruturas tradicionais de diplomacia multilateral.
