
Nesta sexta-feira, 23, as delegações de Estados Unidos, Ucrânia e Rússia deram início à primeira reunião trilateral com o objetivo de finalizar a guerra que já dura quase quatro anos. A cúpula inédita ocorre em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e deve seguir até sábado, 24.
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Embora os presidentes não estejam presentes fisicamente, as equipes são de alto escalão. A delegação americana é liderada por Steve Witkoff (enviado especial de Donald Trump) e Jared Kushner. Pela Rússia, o almirante Igor Kostyukov comanda as conversas, enquanto a Ucrânia enviou um grupo misto de diplomatas e autoridades de segurança.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os documentos para um possível acordo de paz estão “90% prontos”. O principal entrave, no entanto, permanece sendo a região de Donbas. O Kremlin exige a retirada total das tropas ucranianas e a anexação oficial do território, termos que a Ucrânia ainda resiste em aceitar integralmente.
O avanço nas negociações ocorre após uma série de reuniões bilaterais mediadas pelo governo Trump em Davos e Moscou. O emissário americano, Steve Witkoff, indicou que “falta apenas uma questão” para ser resolvida, referindo-se ao controle territorial.
O mundo acompanha com cautela os desdobramentos em Abu Dhabi. Analistas indicam que, se um acordo sobre Donbas for alcançado nestas 48 horas, o anúncio oficial do cessar-fogo poderá ocorrer em breve, mudando o cenário geopolítico global.
