
O setor agropecuário do Ceará vive um momento de tensão devido ao prognóstico da Funceme para este ano. A previsão indica chuvas na média ou abaixo dela em grande parte do sertão central.
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Em entrevista a coluna do Egídio Serpa, no jornal Diário do Nordeste, o empresário Cristiano Maia, do Grupo Samaria, destaca que a resistência é a chave para o momento. Ele utiliza a raça Girolando, conhecida pela rusticidade, para garantir a produção média de 15 litros de leite por dia.
Para mitigar os riscos da seca, o pecuarista investe no melhoramento genético com embriões de gado Nelore. A estratégia visa criar animais ainda mais adaptados ao clima quente e seco do Nordeste.
Caso a estiagem se agrave em fevereiro, muitos produtores já planejam a venda antecipada de animais. Outra alternativa comum é a transferência do rebanho para áreas com pastagens mais fartas no Maranhão.
Apesar de chuvas recentes no Litoral Norte, a perspectiva científica para o interior continua preocupante. O uso de silos de superfície com sorgo e palma forrageira segue como estoque essencial para a sobrevivência do gado.
