
O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica, registrando 5,6% de desocupação no ano, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE.
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Esse resultado surpreende mesmo com a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos, que normalmente freia a economia ao encarecer crédito e investimento.
Segundo a coordenadora da Pnad, o consumo das famílias foi o principal fator que sustentou a atividade econômica e ajudou a amortecer os efeitos da alta dos juros, mantendo a criação de empregos.
Em 2025, o Brasil atingiu cerca de 103 milhões de pessoas ocupadas, enquanto aproximadamente 6,2 milhões estavam à procura de trabalho.
Além disso, a pesquisa mostrou que o rendimento médio real dos trabalhadores chegou a cerca de R$ 3.560, o maior já registrado, impulsionando o consumo em setores como alimentação, vestuário e serviços.
O cenário indica um mercado de trabalho resiliente mesmo diante de juros altos, com famílias mantendo gastos e empresas continuando a contratar, especialmente em setores menos sensíveis ao custo do crédito.
