
Segundo dados do ICEH/UFPel, o Brasil registrou mais de 1 milhão de nascimentos entre adolescentes de 15 a 19 anos, além de 49 mil casos na faixa de 10 a 14 anos.
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Em Fortaleza, esse fenômeno preocupa, principalmente em áreas com menor infraestrutura social.
O Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor) revelou, através de dados do Desigual Lab, plataforma do órgão, que bairros com baixos índices de desenvolvimento humano concentram os maiores números de maternidade precoce.
No bairro Pirambu, por exemplo, um em cada cinco bebês nasce de uma mãe adolescente, correspondendo a 19% dos nascidos vivos.
Diante desses fatores, A Associação O Pequeno Nazareno (OPN) vem registrando um aumento significativo na procura pelos grupos terapêuticos voltados para mães adolescentes, que fazem parte do projeto Dignidade para a Infância, que é realizado em parceria com a Petrobras.
Para Érica Ferro, assistente social do OPN, compreender a maternidade na adolescência exige olhar além dos relatos individuais. Trata-se de um fenômeno que envolve fatores sociais, emocionais e estruturais.
Em 2025, o OPN encerrou o ciclo de atendimentos dos grupos terapêuticos voltados para jovens grávidas, totalizando mais de 260 adolescentes acompanhadas ao longo do projeto. A iniciativa ofereceu acolhimento, orientação e um espaço seguro para que essas jovens pudessem ressignificar suas trajetórias, retomar funcionalidades e encontrar novas perspectivas.
O legado do trabalho é uma rede de cuidado que impactou vidas e fortaleceu mães que, muitas vezes, chegaram ao serviço se sentindo perdidas, mas saíram mais preparadas para enfrentar seus caminhos.
