
O ex-presidente Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton aceitaram depor em uma investigação do Congresso dos EUA sobre Jeffrey Epstein. A decisão ocorre após o Comitê de Supervisão da Câmara ameaçar acusá-los de desacato por se recusarem a testemunhar pessoalmente.
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A investigação ganhou força após o Departamento de Justiça divulgar milhões de documentos que revelam laços do financista com figuras proeminentes da política e dos negócios. Bill Clinton já admitiu ter viajado no avião de Epstein, mas afirma não ter conhecimento das atividades criminosas do financista.
O acordo para os depoimentos pode suspender a votação de desacato liderada pelos republicanos, que poderia resultar em acusações criminais contra os democratas.
Ainda não foram divulgadas as datas para os testemunhos, pois os termos da cooperação estão em fase de esclarecimento.
Entenda o caso envolvendo o magnata Jeffrey Epstein
O caso Jeffrey Epstein envolve uma vasta rede de tráfico sexual e abusos contra menores de idade liderada pelo financista norte-americano. Epstein acumulou fortuna no mercado financeiro e utilizava suas propriedades de luxo, incluindo uma ilha particular no Caribe, para realizar os crimes.
O magnata convivia com figuras influentes da política e dos negócios, o que gerou diversas teorias sobre uma suposta lista de clientes poderosos. Embora muitos nomes apareçam em registros, as investigações oficiais não confirmaram os participantes dos crimes.
Epstein cometeu suicídio em sua cela em 2019, enquanto aguardava julgamento por novas acusações federais. Recentemente, o governo dos Estados Unidos autorizou a divulgação de milhões de documentos internos do FBI e do Departamento de Justiça para dar mais transparência ao caso.
