
A indústria brasileira encerrou o ano de 2025 com um crescimento acumulado de 0,6%. Apesar de marcar o terceiro ano consecutivo de expansão, o setor registrou uma desaceleração significativa no segundo semestre, pressionado pela manutenção da taxa básica de juros em patamares elevados.
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Segundo dados do IBGE, o desempenho foi puxado pelas indústrias extrativas e pelo setor de alimentos. Por outro lado, segmentos como bens de capital e de consumo não duráveis apresentaram queda, refletindo o encarecimento do crédito e o adiamento de investimentos por parte das empresas.
O cenário de juros altos, com a Selic atingindo 15% ao ano, impactou diretamente o consumo das famílias e a produção de bens duráveis, como automóveis. Em dezembro, a atividade industrial recuou 1,2%, registrando o pior resultado mensal desde meados de 2024.
Apesar dos obstáculos financeiros, o patamar atual da indústria situa-se ligeiramente acima dos níveis pré-pandemia. Especialistas apontam que a recuperação mais robusta do setor depende agora de um alívio na política monetária para estimular a demanda e a renovação de máquinas e equipamentos.
