
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a Taxa Selic em 15% ao ano foi a principal causa da perda de fôlego do setor. Segundo a entidade, os juros elevados encareceram o crédito e reduziram o consumo de produtos industriais pelos brasileiros.
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O cenário resultou em estoques acima do planejado e na queda de 0,2% na produção da indústria de transformação. Além da pressão interna, a CNI aponta que o avanço de 15,6% nas importações capturou parte do mercado que antes pertencia às fábricas nacionais.
A falta de confiança do empresariado industrial atingiu o pior patamar para o mês de janeiro em dez anos. O diagnóstico revela que a inércia produtiva e a baixa intenção de contratação podem comprometer o crescimento econômico do país ao longo de 2026.
Para o IBGE, a produção industrial fechou o último ano com crescimento modesto de apenas 0,6%. O resultado confirma a desaceleração observada no segundo semestre, período em que o aperto monetário tornou-se mais rigoroso para o empresariado e consumidores.
