
O Ministério Público Militar (MPM) sustentou que o ex-presidente Jair Bolsonaro demonstrou descaso com os preceitos éticos dos militares ao envolver-se na trama golpista. Segundo o órgão, o capitão da reserva violou princípios fundamentais como a fidelidade à Pátria e a lealdade institucional.
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A manifestação faz parte do pedido enviado ao Superior Tribunal Militar para que Bolsonaro e outros quatro oficiais percam os seus postos e patentes. O MPM argumenta que a condenação definitiva do grupo por tentativa de golpe de Estado aponta para uma declaração de indignidade com as Forças Armadas.
Entre as regras violadas, o órgão destaca o desrespeito ao acatamento das autoridades civis e o uso da estrutura pública para fins inconstitucionais.
O documento cita ainda a promoção de ataques a militares que não endossaram o movimento, ferindo o espírito de camaradagem. A representação enfatiza que a gravidade dos delitos cometidos é incompatível com a honra militar jurada perante a bandeira do Brasil.
O tribunal militar analisará as acções individualmente, avaliando se a conduta do ex-presidente e dos generais justifica a expulsão definitiva das forças.
