
A sigla BESS (Battery Energy Storage System) refere-se aos sistemas de armazenamento de energia por baterias, uma tecnologia que promete ser o divisor de águas para o setor elétrico brasileiro.
Siga o Poder News no Instagram
Esses sistemas permitem guardar a energia gerada por fontes intermitentes, como a solar e a eólica, para que seja utilizada em momentos de pico de demanda ou falhas na rede.
A grande mudança no cenário global deve-se à queda drástica no preço das baterias de íons de lítio, que reduziu mais de 80% na última década.
No Brasil, embora o processo ainda esteja no início, especialistas da FIEC destacam que o BESS é a solução estratégica para combater o curtailment — o desperdício de energia renovável que ocorre quando a rede não consegue absorver toda a geração produzida.
Os benefícios do BESS incluem:
- Segurança Energética: Atua como backup para indústrias, hospitais e data centers em caso de apagões.
- Eficiência Econômica: Armazena o excedente solar gerado durante o dia para uso no período noturno, evitando o acionamento de usinas térmicas mais caras.
- Estabilidade da Rede: Regula variações de frequência, garantindo um fornecimento mais constante.
Com potencial para atingir 12 GW de capacidade instalada no país até 2030, o avanço do BESS depende agora da modernização regulatória.
A implementação correta dessa tecnologia pode resultar em contas de luz mais baratas para o consumidor final, ao minimizar os custos extras provocados pelas bandeiras tarifárias e otimizar o uso das fontes renováveis abundantes no Brasil, especialmente no Nordeste.

