
O fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) tornou-se a pauta prioritária no Congresso Nacional para o primeiro semestre de 2026.
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O presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou que pretende levar o tema a plenário até maio, em um movimento que alinha os interesses da Casa com o desejo do governo federal de aprovar a medida ainda este ano.
Atualmente, a Constituição Federal estabelece um limite de 44 horas semanais. A nova proposta, que unifica textos dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), sugere uma mudança profunda:
- Nova Jornada: Redução para 36 horas semanais.
- Escala Alvo: Substituição do modelo 6×1 por formatos que permitam maior tempo de descanso (como o 5×2 ou 4×3).
O debate divide parlamentares e setores da economia devido aos impactos sociais e financeiros:
- Argumentos Favoráveis: Melhora na saúde mental e qualidade de vida de 48 milhões de trabalhadores formais (CLT). Acredita-se que o descanso adicional pode elevar a produtividade e o consumo de lazer.
- Argumentos Contrários: Setores de comércio e serviços alertam para o aumento de custos. Um estudo do CLP indica que 640 mil empregos poderiam ser afetados devido à baixa produtividade do Brasil, que cresce apenas 0,5% ao ano, contra a média global de 1,5%.
Para mitigar os riscos econômicos, o projeto não prevê uma ruptura imediata. A tendência é que a implementação ocorra em etapas: Redução inicial para 40 horas semanais e uma diminuição progressiva até atingir as 36 horas em um período de alguns anos.
A medida coloca o Brasil em convergência com tendências globais de redução de jornada, mas exige um equilíbrio delicado para não desestimular a geração de empregos em setores que operam ininterruptamente.

