
O Ceará enfrenta um alerta crítico sobre o impacto ambiental no estado.
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De acordo com o novo Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, lançado pela Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), o setor de agropecuária e uso da terra tornou-se a maior fonte de poluição climática em solo cearense.
Alta no desmatamento, agropecuária e efeito rebanho.
As emissões por conversão de áreas naturais cresceram 172%, saltando de 4,79 para 13,03 milhões de toneladas de CO2 equivalente.
Já o setor da agropecuária responde por 31% das emissões totais do estado, superando a indústria e os transportes. O gado bovino é o maior emissor na área de rebanhos devido à fermentação entérica, com alta de 16% na série histórica.
O que isso significa?
- Eventos extremos: o relatório vincula o aumento de gases à maior frequência de ondas de calor, inundações severas e secas prolongadas.
- Perda da caatinga: a substituição de florestas nativas por pastagens reduz a capacidade natural de absorção de carbono do estado.
- Metas urgentes: para cumprir o Acordo de Paris, o Ceará precisa reduzir suas emissões em 60% até 2035.
Especialistas reforçam que a preservação da Caatinga é a estratégia mais eficaz para a descarbonização, já que o bioma retém mais carbono que a Mata Atlântica quando preservado.

