
A secretária da Cultura de Fortaleza, Helena Barbosa, afirmou que a gestão municipal trabalha com um “teto de cachê” para evitar gastos excessivos.
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Em entrevista, a titular da Pasta explicou que a medida visa equilibrar o orçamento entre grandes artistas nacionais e os mais de 160 artistas locais contratados.
Helena destacou que houve uma “curva surreal” nos valores cobrados por bandas conhecidas, enquanto a pressão do público por nomes famosos permanece alta.
Além do pagamento aos artistas, a secretária lembrou que o Carnaval envolve custos “invisíveis”, como montagem de palcos, iluminação e segurança.
Fortaleza possui uma tradição consolidada de quatro semanas de pré-carnaval, o que exige uma gestão financeira rigorosa para manter a festa durante todo o período.
Como solução para o alto custo, a secretária sugeriu a realização de estudos de mercado para separar o valor da criação artística das despesas logísticas.
A contratação de artistas locais foi defendida como essencial, pois são eles que garantem a continuidade da folia nos diversos polos da cidade.
O debate sobre os altos cachês também tem sido pauta na Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) para evitar o impacto nas contas públicas.
